segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Filme - Paris, Texas


Esse final de semana assisti um filme que já é um clássico, mas que, como sempre, sou uma das últimas a ver...PARIS, TEXAS.
A história é intensa e ao mesmo tempo, de uma delicadeza atroz. O filme fala sobre uma história de amor que começa como tantas outras, mas que não acaba bem e...não conto mais!
Wim Wenders dirige o filme de forma brilhante e cada tomada naquela vasta e inóspita dimensão do território texano vai de encontro com a solidão do protagonista. Vale cada minuto!
Ainda mais pros rapazes...a linda Nastassja Kinski dá um banho de interpretação e beleza *-*
Olha um trailer não oficial com algumas imagens do filme...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tu me ensina a fazer renda?? - Revista TPM



Mais uma vez, lendo a TPM, dô de cara com um texto muito legal e que faz a gente pensar...
ADORO!
O texto aborda a seguinte questão: "qual a maneira certa de falar com os filhos sobre dinheiro?"
Eu, que já sou bem grandinha, tomei como filosofia de vida!
Aí vai...

" Como ensinar as crianças a ter uma relação saudável com o dinheiro? Em um mundo cada vez mais movido por ele, essa é uma preocupação real para as famílias. Educação financeira é muito mais do que responder àquelas dúvidas clássicas dar ou não alguma mesada para as crianças? A partir de quando? E quanto seria um valor razoável para colocar nas mãozinhas delas? Educação financeira envolve aprender a planejar, saber adiar a satisfação imediata de um desejo menor, para que um desejo maior possa ser satisfeito mais à frente. Envolve aprender e empreender, fazer escolhas, correr riscos e tirar o máximo das oportunidades. Desenvolver a autoconfiança e saber o próprio valor - e como cobrar por ele.
Na verdade, se a gente soubesse o segredo de ensinar os filhos a serem ricos e bem-sucedidos, teríamos escrito um livro chamado Mãe Rica, Mãe Pobre e ganhado milhões com isso.
Só que, olhando pro lado, pro nosso país, pro nosso planeta, o mundo não está precisando de mais ricos: está precisando de ricos melhores. De gente que saiba compartilhar mais, que saiba aproveitar melhor o dinheiro que tem e ser mais feliz com ele. De gente que consiga fazer fortuna e gastá-la sem prejudicar os outros ou o meio ambiente. Que invista no que importa e contribua para que a sua comunidade se desenvolva. Que não meça o seu próprio valor e o valor das pessoas pela conta bancária.
É claro que, se pudéssemos escolher, adoraríamos que as nossas filhas não passassem nunca por dificuldades financeiras e conseguissem realizar as coisas de que gostam sem sacrifícios. Mas não a qualquer preço!
(fonte: revista TPM novembro/2010 - Autoras do Mothern - Manual da mãe moderna)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Michael Jackson - Rock with You

Nossa...não tenho tido tempo para alimentar meus queridos blogs :(
Mas sempre que dá uma folguinha, tô aqui postando coisas que adoro e essa música do Michael é deliciosa! Ouvi esses dias no rádio e anotei rapidinho pra não esquecer...
Aí vai essa baladinha perfeita pra dar um gás nessa quarta nebulosa aqui na minha cidade maravilhosa.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"A última que morre" - Martha Medeiros


Gente, tava lendo o Globo ontem e me deparo com uma crônica fantástica sobre a 'esperança'. A Martha tem um jeito muito peculiar de definir certas coisas que a gente até se dá conta que funcionam assim, mas quando nos deparamos com um texto dela, ficamos ainda mais embasbacadas de como ela traduz isso em palavras.
Vale a pena ler de cabo à rabo!
" Atualmente recebemos tanta informação para digerir que não sobra espaço na cabeça para questionarmos ditados já consagrados. Então seguimos repetindo, dia após dia, frases que nos parecem definitivas, com " a esperança é a última que morre", sem se dar conta de que elas não são definitivas coisa nenhuma. Por que manter um estado de ilusão eterno? Em certas circunstâncias, é muito bom perder a esperança.
Esperança não transforma o mundo. Não muda a sua vida. Apenas oferece um breve conforto, faz de conta que as coisas se arranjarão sozinhas através do pensamento positivo. Mas uma coisa é confiar em bons prognósticos, mentalizar situações agradáveis, e outra bem diferente é ficar esperando milagres. Sem querer ofender ninguém: a esperança se tornou obsoleta. Você tem esperança de quê? De um mundo melhor, de um país mais justo? Ainda? O.K., gostaríamos que as coisas fosse diferentes, mas a diferença só se efetiva por meio de ações e reações. Quando você tem esperança, tudo o que precisa fazer é ficar sentado aguardando. Já quando ela morre, acaba a morosidade. Você vira a página, troca de capítulo, vai batalhar por outra coisa. Alguém que cansou de esperar é sempre mais produtivo.
Ninguém nunca analisa as desistências por um foco salutar. Elas podem ser o combustível para o início de outro projeto, de um desejo novo. Nem tudo nasceu pra dar certo. Certas coisas são tortas por natureza, são boas uns 25% e os outros 75% não tem pai-nosso que dê jeito. Ficar paralisado diante de algo que nunca vai mudar é estratégia de preguiçoso. Diante do que não muda, só há uma coisa à fazer: mudar a si mesmo, sacrificando as suas antigas intenções.
Ter esperança de um mundo melhor é um sentimento megalômano. Desista de pensar no mundo, não seja tão ambicioso. Ele nunca vai ser muito melhor do que é, mas seu prédio pode ser, o seu local de trabalho pode ser, já que microcosmos não funcionam à base de esperança, e sim de realizações.
Não que eu proponha radicalizar. A gente pode ter um pouquinho de esperança, claro, desde que ela tenha um prazo de validade, não se transforme numa acomodação vitalícia. Tenha esperança, até a página 15. Se a história não avança, não é preciso morrer decrépito segurando o mesmo livro na mão. Ele vai continuar chato, vai continuar paralisando você.
O desejo é que deve ser o último à morrer. Ele, sim, merece o prestígio que a esperança, essa velha senhora, ainda pensa que tem."